Adoção Tardia é tema do Papo da Adoção de maio

Pais, mães, filhos, pretendentes e pessoas que estão amadurecendo a ideia de constituir família por meio da adoção estiveram reunidas no Papo da Adoção do mês de maio, que aconteceu no último dia 06, na sede do Cria.

dsc_0163A edição contou com palestra da psicóloga Hivana Fonseca, que abordou o tema Adoção Tardia. De acordo com Hivana, a adoção ainda é um tabu, um universo desconhecido, e a adoção tardia é ainda mais, por isso destacou a importância do evento ao proporcionar aos interessados a troca de experiência e temáticas relevantes.

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“É muito difícil adentrar num universo que a gente não conhece e o Papo da Adoção propicia justamente isso, esse contato, essa interação, como hoje, por exemplo, com pessoas que estão amadurecendo a ideia, pessoas que já estão inscritas, habilitadas e outras que já adotaram. Então propicia essa troca de experiência que é muito importante no processo da adoção, especialmente porque não é só um querer, mas requer também uma maturidade, um processo de preparação para os desafios que a maternidade e a paternidade apresentam”, comentou a psicóloga.

E foi essa troca de experiências que mais chamou a atpapo-4enção do senhor Davi, pretendente a adoção, já inscrito no juizado, ele e a esposa aguardam para se habilitarem e entrarem no Cadastro Nacional da Adoção para receberem o tão sonhado filho em casa. “Essa foi a primeira vez que vim para o Papo da Adoção e gostei muito, foi uma experiência muito boa. O que mais me chamou atenção foi o testemunho do casal que já adotou, que mesmo na descoberta de que sua filha era especial, isso fez com que eles a amassem mais ainda e a protegessem mais”, declarou o Davi.

Ainda de acordo com Hilana Fonseca, adotar é um desafio em qualquer circunstância e as exigências da parentalidade são diversas e diferentes ao longo do desenvolvimento, em cada fase as demandas são específicas e vão exigir da família adaptação, engajamento e paciência.

“Independentemente da idade que você adote, quando a criança chegar na adolescência você tende a ver coisas que são próprias daquela fase, as pessoas confundem; às vezes, um comportamento desafiador na adolescência, uma discordância, ou uma birra na infância não são oriundos da adoção, eles são oriundos da fase de desenvolvimento, alguns podem acontecer com menos ou com mais intensidade e ai você começa a entender que o processo de desenvolvimento é progressivo. Não é porque eu vou adotar um adolescente que eu não vou ter nenhuma influência no desenvolvimento dele, obviamente que vai, assim como você vai ter influência no desenvolvimento de uma criança, claro que o adolescente vai ter mais experiências, vai ser mais autônomo, vai discordar mais de você, mas se você adota uma criança quando ela chegar na adolescência também pode passar por isso. Então é importante a gente estar diferenciando, não estar trazendo a adoção como um rótulo, como um marcador”, finalizou.papo-2

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